Filho de vereador é suspeito de estuprar adolescente em Alagoas

Crime teria ocorrido no município de Joaquim Gomes

 

Emanuel Lucas, de 19 anos Foto: reprodução/redes sociais.

 

O jovem Emanuel Lucas, de 19 anos, é o principal suspeito de uma tentativa de estupro de vulnerável em Joaquim Gomes, no interior de Alagoas. Ele é filho do vereador Cícero Companheiro (PSDB-AL). O crime teria ocorrido nesta terça-feira (29) contra uma adolescente de 12 anos, na casa da vítima.

Segundo as investigações e relatos, a mãe da menina, que não estava na residência, teria chegado e flagrado o ato. A mulher também foi agredida pelo criminoso, que acabou fugindo e deixando marcas de sangue no piso do imóvel. As duas foram levadas para o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Novo Lino, onde prestaram depoimento.

Agentes da Polícia Militar atenderam a ocorrência e encaminharam o caso para a delegacia especializada da Polícia Civil para dar andamento à investigação. O Conselho Tutelar do município acompanha o caso e deu assistência inicial à vítima e à mãe.

— Quando chegamos à casa, a vítima tinha sido levada para outro lugar, para resguardar a integridade dela. A mãe nos informou que também tinha sido agredida fisicamente. A criança foi levada para o Hospital da Mulher, em Maceió, a fim de realizar o exame de corpo de delito — disse o major Adriano Levy Monteiro, comandante do 14º BPM.

O policial disse ainda que o vereador e pai do acusado teria voltado ao local do crime para tentar coagir as vítimas a não denunciar o caso. Com a negativa, ele teria fugido do local.

VEREADOR DIZ QUE SE TRATA DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA
Cícero Companheiro afirma que a acusação não procede e que ele é vítima de perseguição política, por ser opositor à atual gestão do município de Joaquim Gomes.

— Isso que postaram é uma perseguição política, porque eu venho fazendo um trabalho de rua, denunciando a atual gestão. Ontem, por volta das 7h, duas senhoras, inclusive a avó da menina, vieram até a minha casa para questionar o que estava acontecendo. Foi quando eu tomei conhecimento e fui procurar meu filho — relatou.

O parlamentar disse ainda que seu filho foi agredido pela mãe da vítima e que não houve nenhum tipo de abuso ou violência contra a adolescente.

DENUNCIE
Denúncias de assédio sexual, estupro ou qualquer outro tipo de violência contra crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis devem ser feitas ao Disque Direitos Humanos, no número 100. O canal funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e confidencial. Também estão disponíveis as delegacias especializadas e o número da polícia, no 190, para casos de emergência.

 

(Pleno News)