Segundo moradores, objetos se movimentavam sozinhos e pedras caíam.
Policiais, assistentes sociais e até médium foram chamados ao local.
Acontecimentos incomuns foram presenciados em uma casa localizada na
zona rural de um município – cujo nome não foi divulgado a pedido da
família – da Região Norte do Rio Grande do Sul. Barulhos de socos nas
paredes, pedras que caem no telhado e dentro da casa, mesmo com as
portas e janelas fechadas, são alguns dos relatos dos moradores. O caso
se tornou o principal assunto da cidade e mobilizou vizinhos e
autoridades locais, como mostra a reportagem do Teledomingo
Assustada e sem saber a quem recorrer, a família acionou a Brigada
Militar, que foi ao local e, mesmo sem encontrar explicações para os
fenômenos, registrou uma ocorrência. Os policiais se disseram espantados
com os fatos observados. "Vimos pedras sendo jogadas ou caindo em cima
do telhado da casa, nas paredes. O detalhe é que não quebrava a telha.
Nas paredes, não ficava sinal nenhum dessas pedras", contou o Sargento
João Aquino.
Na residência, vivia um casal com três filhos, um menino de 8 anos e
duas meninas, de 11 e 15 anos. "Jogavam pedras na casa, como uma chuva. A
gente chamava a polícia. Ela vinha, olhava por tudo e não enxergava
nada. A casa [estava] toda fechada e enchia de pedra dentro. Depois que
alcamou um pouco as pedras, começaram a virar os roupeiros", relatou o
casal, que prefere não ser identificado.
Vizinhos prestaram ajuda e chegaram a levar a família para outros
locais, como um colégio próximo. No entanto, os acontecimentos teriam
voltado a ocorrer. "Todo mundo está com receio. Deu para ver vários
fenômenos, como pedras aparecendo sem ninguém jogar e objetos dentro de
casa se movendo sem ninguém tocar. Utensílios domésticos saíram de um
lugar para o outro. A gente procurou socorrer a família de várias
maneiras. O fenômeno acabou acontecendo lá também", relatou o agricultor
Valdir Antônio Marquioro, que vive perto da casa onde ocorriam os
episódios.
O caso chegou a mobilizar uma equipe de assistentes sociais do
município. Alertados sobre os eventos, eles foram até a propriedade para
tentar ajudar os moradores. "Nós até teríamos uma explicação técnica e
científica. Não vamos falar a respeito de fatos, de pedras voando. O que
pode estar acontecendo é no âmbito psíquico. A partir daí, estamos
voltando o tratamento para essa família", explicou a psicóloga Ariane
dos Santos.
Além das pedras, a filha mais velha do casal começou a apresentar um
comportamento estranho. "Um dia, o espírito levou ela para cima da casa,
jogou-a para baixo e quebrou a telha", disse a mãe.
Ao saber do caso na cidade, o produtor de vídeos Gelson Luiz da Costa
foi até o local movido pela curiosidade. Com uma câmera, fez imagens
para registrar os fenômenos. No momento da gravação, uma pedra caiu
dentro casa. Ele percebeu que a família precisava de ajuda e se empenhou
para encontrar um médium para fazer um trabalho de exorcismo.
O médium Nelson Júnior Paz disse ter exorcizado a garota. "O espírito
se afastava da menina quando a gente chegava perto da casa. Então, eu me
retirei para que ele baixasse nela e eu pudesse fazer o exorcismo.
Também perguntei por que ele estava perturbando aquela menina, o que
acontecia. A todo momento, ele dizia que queria a vida dela ou a
propriedade de volta", afirmou.
Costa filmou o procedimento. Após o exorcismo, os moradores decidiram
demolir a residência. "Estou com 65 anos e foi a primeira vez que vi
isso. Nós queremos paz", desabafou o pai.
A família está sendo atendida pela assistência social do município, e a
Federação Espírita do Rio Grande do Sul acompanha o caso.
Fonte: G1