Testemunhas disseram que o homem era responsável por vários assaltos na área onde acabou morto
De acordo com a Polícia, em poder de Lindonjhonson Gomes Marques Filho foram encontrados celulares e carteiras que teriam sido roubadas momentos antes de sua morte. O atirador não foi identificado.

Conforme informações prestadas pelos componentes da patrulha RD-1057,
do Ronda do Quarteirão, foram encontrados cinco celulares e duas
carteiras, possivelmente, fruto de roubos, dentro de uma bolsa que
estava com Lindonjhonson Gomes Marques Filho.
Uma mulher que esteve no local onde o homem caiu morto, o reconheceu e
disse ter sido atacada por ele, cerca de dez minutos antes de escutar os
disparos que ceifaram a vida do acusado.
Uma testemunha do fato disse à Polícia, que Lindonjhonson Filho teria
chegado à parada de ônibus, por volta de sete horas e anunciado o
assalto. Um grupo grande aguardava o coletivo para ir trabalhar e,
praticamente, todas as pessoas teriam sido roubadas. Quando ele se
dirigia para a motocicleta, com o objetivo de empreender fuga, um homem
que estava na parada resolveu reagir a ação criminosa.
Houve uma luta corporal e o rapaz, não identificado, conseguiu tomar a
arma de Lindonjhonson. Ele teria disparado vários tiros contra a cabeça
do suspeito e fugido em seguida. Por enquanto, a Polícia não conseguiu
identificar a pessoa que teria atirado, nem localizou a arma usada na
execução.
A vítima dos disparos já respondia por roubo qualificado. Moradores e
comerciantes das proximidades de onde o caso ocorreu, disseram que
Lindonjhonson já era conhecido na área, porque todos os dias de manhã
cometia uma série de assaltos nas redondezas.
"Sempre na hora em que as pessoas iam trabalhar, ele aproveitava para
roubar. Fez mal a muitas pessoas. Durante muitos dias ele nos
amedrontou, nos ameaçou e se deu bem, mas chega um dia em que não dá
certo. É isto o que o mundo do crime tem a oferecer", disse uma mulher,
que não quis se identificar.
Um jovem afirmou que também já conhecia a fama de Lindonjhonson e até
tomava algumas preocupações para não encontrá-lo no percurso de sua casa
até a parada de ônibus. "Não cabe a ninguém matar um criminoso. A
Polícia tinha que ter agido e prendido, antes que isto acontecesse. Todo
mundo sabia o horário e o lugar que ele roubava, só os policiais não
sabiam? Não é nosso o direito, nem o dever, de decidir quem pode viver",
afirmou o estudante Alessandro Leal.
A reportagem tentou contato por telefone com o major Gean David Falcão,
comandante do 6ºBPM; e com o capitão Marcos Augusto Rocha, comandante
da 1ªCia do 6ºBPM (Maraponga), para obter informações sobre os trabalhos
ostensivos da PM na área, mas as ligações não foram atendidas.
Outro caso
No último dia 30 de maio, um homem, que permanece sem identificação na
Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), foi linchado pela população,
após tentar roubar um aparelho celular, na Rua Artur Borges, no bairro
Vila Velha.
Os moradores teriam perseguido, detido e espancado o suposto ladrão até
a morte. O caso foi registrado na delegacia da área e um inquérito foi
aberto para apurar as circunstâncias do crime. Por enquanto, os
envolvidos nas agressões ainda não foram identificados, mas a Polícia
está trabalhando neste sentido, conforme um policial civil.
Márcia Feitosa
Repórter
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste