La Paz, 10 jun (EFE).- O indígena aimara Carmelo Flores Laura, que
segundo as autoridades da Bolívia era o homem mais longevo do mundo com
123 anos, morreu devido a diabetes tipo 2, informaram nesta terça-feira
funcionários do município andino onde vivia.
O médico Adalberto
Segales, do centro de saúde da comunidade de Frasquia, do município de
Achacachi informou aos veículos de imprensa que Flores morreu ontem à
noite às 21h locais (22h de Brasília), após passar uma semana muito
doente.
"Meu avô morreu ontem à noite em sua casinha, meu pai
estava cuidando dele", confirmou um de seus netos, René Flores, ao
jornal "La Razón".
O governo da Bolívia considerou há uns meses o
agricultor, que vivia no planalto a quase 4 mil metros de altitude, o
homem mais velho do planeta.
Quando o caso de dom Carmelo foi
parar na imprensa, as autoridades asseguraram que sua data de
nascimento, 16 de julho de 1891, estava documentada.
O presidente
boliviano, Evo Morales, visitou em setembro passado o ancião em sua
casa de adobe no planalto e anunciou que seu governo iniciou os trâmites
para que o Livro Guiness dos Recordes o reconhecesse como o homem mais
longevo do mundo.
No entanto, o Executivo não voltou a informar sobre o andamento do pedido.
Quando
sua avançada idade foi divulgada, a imprensa publicou que Flores se
alimentava fundamentalmente de quinoa, cevada, batata, fava e água de
uma mina próxima a sua aldeia e mascava folhas de coca como qualquer
indígena boliviano, segundo seus parentes.
Também amenizava suas
artrites e outras doenças com massagens usando um remédio caseiro feito
com três cobras conservadas em uma garrafa com álcool.
Fonte: Uol Notícias