Uma mulher ferida também foi encontrada no local.
Crianças têm idades entre 18 meses e 15 anos.
![]() |
| Policiais carregam corpo de criança achado em casa na Austrália (Foto: AP) |
Os cadáveres de oito crianças com idades entre 18 meses e 15 anos foram
encontrados nesta sexta-feira (19) em uma casa da cidade australiana de
Cairns junto a uma mulher ferida, anunciou a polícia, enquanto meios de
comunicação locais afirmam que elas foram esfaqueadas.
Quatro dias após a tomada de reféns em um café de Sydney que deixou
três mortos - entre eles o sequestrador -, o primeiro-ministro, Tony
Abbott, reagiu ao novo drama afirmando que seu país vive dias difíceis.
"Nesta noite, o país derramará lágrimas e orará" após este crime inominável, declarou em um comunicado.

"Os investigadores de Cairns indicaram que um crime havia ocorrido, e nesta manhã uma investigação foi aberta", declarou a polícia.
"Durante a inspeção da casa, a polícia encontrou os cadáveres das crianças, com idades de 18 meses a 15 anos", acrescentou.
Uma mulher negra de 34 anos foi encontrada ferida na residência.
As imagens da televisão mostraram a mulher sendo colocada em uma maca em uma ambulância.
O estado de saúde da mulher era estável, e por isso ela pôde ser interrogada pelos investigadores, indicou a polícia. O vínculo com as crianças não foi confirmado pelas autoridades, segundo a France Presse.
Segundo sua prima, Lisa Thaiday, a mulher é a mãe das crianças. "Não posso acreditar nisso. Acabamos de saber o que aconteceu com estas pobres criaturas", disse citada pela agência de notícias australiana AAP.
Policiais
e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito
crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta
sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)
Vários meios de comunicação informaram que as crianças foram esfaqueadas. Já o jornal local Cairns Post afirma que também foram asfixiadas, enquanto a polícia não confirmou estas versões.
O companheiro da mulher, que não seria o pai das crianças, vive no mesmo local, segundo a Sky News Australian, cuja apresentadora começou a chorar ao anunciar o crime.
Um oficial da polícia local, o inspetor Bruno Asnicar, tentou tranquilizar a população, dando a entender que os investigadores não buscavam nenhum assassino foragido.
"A população não deve se preocupar além do fato de que se trata de uma tragédia", declarou em uma coletiva de imprensa. "A situação está sob controle por enquanto", acrescentou.
A polícia forense estava no local do crime.
"A cena do crime foi isolada. Ninguém pode entrar no local enquanto os técnicos (da polícia) seguirem trabalhando e até que tenhamos estabelecido as circunstâncias" do crime, acrescentou.
Um jornalista do Cairns Post interrogado pela rede de televisão ABC ressaltou que o bairro está habitado em grande parte por indígenas. "Todos aqui têm um parentesco com as pessoas envolvidas" no drama, explicou.
"As pessoas desabaram. Também nos dizem que ela (a mulher ferida) era uma mãe muito orgulhosa que amava profundamente seus filhos e que era muito, muito protetora", declarou.
Um casal de vizinhos descreveu o bairro como uma região marcada pelo alcoolismo e pela violência.
Fonte: G1
