Garçom Alan Moreira Pádua, de 21 anos, caiu no Rio Tietê após ser agredido.
Ele desapareceu na manhã de sexta-feira depois de sair de casa noturna.
O corpo retirado por bombeiros do Rio Pinheiros junto à Usina
Elevatória de Traição, na Zona Sul de São Paulo, no início da noite
desta segunda-feira (22), é do garçom Alan Moreira Pádua, de 21 anos.
A informação foi confirmada pela tia do rapaz, Maria Elisabete de Pádua, ao G1. Alan foi agredido após sair de uma casa noturna na Zona Oeste de São Paulo, na manhã de sexta-feira (19).
Ele desapareceu depois de cair no Rio Tietê, na região da Barra Funda, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O irmão de Alan informou que eles estavam em uma festa com amigos e o irmão levou um soco de um outro homem após uma briga.
Segundo a tia do rapaz, até as 23h o corpo de Alan ainda não havia chegado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização da necropsia. Por isso, não havia informações sobre o velório e nem sobre o sepultamento do garçom.
Segundo a família, a confusão começou dentro da casa noturna, quando Alan Pádua se desentendeu com um homem. Eles discutiram e o garçom foi agredido. Depois disso, ele e o irmão saíram do local, mas Alan decidiu caminhar pela rua até um ponto de ônibus. No trajeto, ele foi seguido por um grupo de pelo menos oito rapazes que estavam na balada.
Garçom desapareceu após cair de ponte no Rio
Tietê durante briga (Foto: Reprodução TV Globo)
Tietê durante briga (Foto: Reprodução TV Globo)
"Eles desceram com taco de basebol na mão, então eles foram pra machucar mesmo. Naquele desespero de tentar fugir, ele [Alan] foi pular essa mureta entre as pistas, o agressor veio e deu uma paulada na cabeça dele. Foi quando ele foi tentar pular sem saber que tinha um vão", relatou ao SPTV uma parente que pediu para não ser identificada..
O garçom caiu de uma altura de mais de 20 metros no Rio Tietê, e os amigos não conseguiram socorrê-lo. "Era um menino normal, que foi numa festa. Era um menino de família", disse a parente.
Investigação
O caso foi registrado no 23º DP como lesão corporal e desaparecimento de pessoa, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Câmeras de segurança podem ajudar nas investigações, segundo a polícia.
Os seguranças da casa noturna, amigos do garçom e os bombeiros que atenderam a ocorrência já prestaram depoimentos, mas os agressores ainda não foram identificados.
Fonte: G1
