Policiais tiveram que usar manteiga e óleo durante resgate.
Homem cumpria prisão domiciliar autorizada pela Justiça após cirurgia.
Adneison SeverianoDo G1 AM
revoltados (Foto: Divulgação/PM-AM)
O presidiário
André Luís Ribeiro da Silva, de 24 anos, que cumpria pena em prisão
domiciliar por roubo, ficou preso em uma caixa de aparelho de
ar-condicionado quando tentava invadir uma residência. A Polícia Militar
chegou a untar com manteiga e óleo o corpo do suspeito para retirá-lo
no local. O caso ocorreu na madrugada desta quinta-feira (4), na Zona
Leste de Manaus.
Segundo a
Polícia Militar, por volta das 2h da madrugada, policiais da 30ª
Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que conduzia dois supostos
traficantes para delegacia, perceberam uma movimentação suspeita na Rua
Rio Negro, no bairro Tancredo Neves. Em frente a uma das casas da
comunidade, a equipe da PM encontrou um grupo de moradores ao redor do
homem que estava entalado nas grades que protegem a caixa de concreto do
ar-condicionado. As grades foram colocadas pelo proprietário do imóvel
para evitar novos arrombamentos, pois ele relatou à polícia que já tinha
sido alvo de roubos.
O homem tinha
sido flagrado pelos moradores durante a tentativa de roubo. Revoltados
com ação do suspeito, moradores chegaram agredir o presidiário que ficou
com parte do tórax e pernas do lado de fora da estrutura.
Para retirar o
homem da estrutura, os policiais usaram manteiga e óleo no corpo de
André Luís. O suspeito também teve as roupas retiradas durante o
resgate. Depois de duas horas de tentativas, os policiais conseguiram
resgatar o presidiário.
Ele foi
encaminhado pela PM para o 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP),
também localizado na Zona Leste da capital. Entretanto, André Luís não
ficou preso na delegacia, conforme a Polícia Civil. As medidas adotadas
no caso serão esclarecidas pela polícia, que encaminhará posicionamento
ao G1.
Antecedentes
André Luís
foi condenado por roubo tentado e cumpria pena no Centro de Detenção
Provisória desde 18 de abril de 2014. Em outubro, por decisão do juiz
Henrique Veiga Lima, da 9ª Vara Criminal, o presidiário passou a cumprir
pena em prisão domiciliar para se recuperar de uma cirurgia de apêndice
e retirada do baço - laparotomia exploradora com esplenectomia total. O
Ministério Público tinha dado parecer contrário à prisão domiciliar.

