Cientistas detectaram superbactéria em rio na Praia do Flamengo.
Banhista não deve entrar em águas impróprias, diz Inea.
A superbactéria KPC, resistente a antibióticos, encontrada nas águas da Praia do Flamengo,
na Zona Sul do Rio, por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), foi identificada também na Praia de Botafogo por estudo
semelhante conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e
pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A informação foi divulgada
em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (16).
Enquanto a Fiocruz pesquisou as águas do Rio Carioca, a UFRJ analisou as praias do Flamengo e de Botafogo, onde a KPC foi localizada, e de Copacabana, Barra da Tijuca, onde não foram encontradas amostras da bactéria.
A amostra contaminada por KPC encontrada pela UFRJ na Praia do Flamengo foi colhida na altura da Rua Corrêa Dutra. Já na Praia de Botafogo, a amostra foi colhida na altura da Rua Marquês de Olinda.
A KPC é originalmente uma bactéria encontrada apenas no ambiente hospitalar e seu aparecimento em outros ambientes da comunidade vem sendo estudada no mundo inteiro, segundo Isaura.
O estudo do Inea com a UFRJ indicou a presença da KPC nas praias pela priemria vez em 2013. De lá até os dias de hoje sucessivas coletas e análises foram feitas para confirmar o resultado. Os dados ainda estão sendo condensados, e o comportamento da bactéria, estudados, informou Isaura.
Vista da Praia de Botafogo (Foto: G1 InterTV RJ)
Isaura diz que, apesar de a bactéria ser resistente a antibióticos, só poderia colocar em risco a saúde de uma pessoa com o sistema imunológico debilitado. Segundo disse, não há registros de pessoas contaminadas com a bactéria fora do ambiente hospitalar que tenha dado entrada nos hospitais públicos do estado.
Praias impróprias devem ser evitadas
Mas ela faz um alerta: é preciso respeitar os alertas do Inea sobre a balneabilidade das praias. As praias consideradas impróprias para o banho devem ser evitadas porque há presença de bactérias e entre elas pode estar a KPC.
“Não se banhe se a praia estiver imprópria, independente da KPC. Não cabe alarmismo, basta obedecer à orientação Inea em relação às praias”, disse Isaura.
Ela ressaltou que as praias da Zona Sul e da Zona Oeste têm suas águas monitoradas para presença de coliformes fecais duas vezes por semana, mais do que o padrão nacional que é de monitoramento semanal.
“Dependendo do país, o monitoramento tem frequências mais esparsas como quinzenais ou mensais.
O monitoramento duas vezes por semana no país acontece somente o Rio de Janeiro”, disse Leonardo Daemon, gerente de Qualidade de Águas do Inea.
Crianças
tomam banho na Praia do Flamengo, onde foi detectada uma superbactéria
nesta segunda-feira (Foto: Paulo Campos/Estadão Conteúdo)
Fonte: G1
