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Acusados de chacina são condenados a mais de 110 anos por roubo, estupro e morte de mulheres

Horizonte
Homens confessaram o crime; eles não poderão recorrer em liberdade e já estão recolhidos em unidade prisional 
Dois homens, acusados de assassinar três mulheres ano passado em Horizonte, Região Metropolitana de fortaleza (RMF), foram condenados a mais de 110 anos, cada um. Eles não poderão recorrer em liberdade e já estão recolhidos em unidade prisional.
 
Roni de Oliveira já responde por dois homicídios e Diego Gonçalves, por roubo e homicídio, foram apenados por 113 anos e 6 meses o primeiro acusado e 116 anos e 3 meses o segundo.
 
Eles foram apenados por três homicídos, cada um triplamente qualificado por motivo torpe, crueldade e ocultação de outro crime. Além disso, também foram condenados por dois estupros três roubos qualificados pelo concurso de agente e uso de arma.
 
O julgamento teve início na manhã desta quarta-feira (15) e apenas foi encerrado por volta das 21h, sendo presidido pela juíza Débora Cavalcante, titular da Vara Única da Comarca de Horizonte
 
O caso, que ficou conhecido como “Chacina da Canavieira”, ocorreu na tarde de 28 de maio. Foram assassinadas Maria Janaína dos Santos Nunes (18), Márcia dos Santos Alves (35) e uma adolescente de 17 anos. Elas trabalhavam em uma ótica no município de Pacajus e, no dia das mortes, estavam em Horizonte para divulgar os serviços da loja.
 
Segundo a Polícia, as três desapareceram no dia 28/05 e, no dia seguinte, os corpos foram encontrados em um matagal. Duas delas tinham marcas de violência sexual e as três foram mortas com golpes de faca e pauladas na cabeça. Os acusados confessaram o crime.
 
A promotora de Justiça, Maurícia Marcela Cavalcante Mamede Furlani, ofereceu denúncia, no dia 11/06/2014, contra Roni Gomes Leandro de Oliveira e Diego Gonçalves. De acordo com a promotora de Justiça, a autoria e a materialidade do crime estão devidamente comprovadas pelos depoimentos e pelos exames periciais. Por conta disso, o Ministério Público pediu a prisão definitiva dos denunciados, após o julgamento pelos delitos cometidos.
 
 
Fonte: Diário do Nordeste