Rodrigo Gularte foi preso em 2004 e, desde então, desenvolveu problemas mentais, segundo a família
Fuzilamentos
de nove estrangeiros e um indonésio, todos condenados por tráfico de
drogas, deverão acontecer após 24 de abril. Entre eles está o brasileiro
Rodrigo Gularte
Poucas horas após protestar contra a
execução de uma segunda cidadã indonésia na Arábia Saudita, o governo da
Indonésia confirmou nesta sexta-feira (17) a execução por fuzilamento
de nove estrangeiros e um indonésio condenados por tráfico de drogas.
O porta-voz da promotoria pública, Tony Spontana, afirmou que, a não
ser que algo imprevisível aconteça, as execuções dos dez condenados
acontecerão ainda neste mês, depois da Conferência Ásia-África. O
encontro se encerra em 24 de abril.
Entre os condenados está o
brasileiro Rodrigo Gularte, detido em 2004 com seis quilos de cocaína
escondidos numa prancha de surfe. Autoridades brasileiras tentam impedir
a condenação, argumentando que ele sofre de esquizofrenia, mas as
tentativas não deram resultado.
Além de Gularte, deverão ser
executados cidadãos de Austrália, Nigéria, Filipinas, França e Gana. A
embaixadora de França em Jacarta alertou para a possibilidade de
consequências nas relações bilaterais caso o cidadão francês venha a ser
fuzilado.
Na quinta-feira, o governo indonésio protestou contra
a execução de uma cidadã do país na Arábia Saudita, convocando o
embaixador saudita para explicações. A mulher havia sido condenada pelo
assassinato de uma criança de 4 anos.
Outra mulher indonésia
havia sido executada na Arábia Saudita no início da semana, após ter
sido condenada pela morte de uma mulher saudita. As duas indonésias
trabalhavam como empregadas domésticas, assim como milhares de suas
compatriotas na Arábia Saudita.
O governo da Indonésia não
protestou contra a execução da pena de morte, mas pela suposta violação
de procedimentos diplomáticos, afirmando não ter sido avisado com
antecedência sobre as execuções.
Em janeiro, a Indonésia
executou seis pessoas acusadas de tráfico de drogas, incluindo o
brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise
diplomática entre a Indonésia e o Brasil.
Fonte: Uol Notícias
