Pio XII
Bocão já respondia por diversos crimes e ainda
estava ameaçando de morte o comandante da 1ª Cia. do 8º BPM, capitão
Idevaldo Belline
Bocão já respondia por tráfico, roubo, receptação e homicídio
Foto: Reprodução Facebook
Além de Rogério Bocão, a Polícia também prendeu Thiago Francisco da Silva, homem que teria participado da execução do motorista. Segundo a Polícia, o crime teria sido motivado por uma desavença durante o Carnaval.
A vítima, identificada como Francisco Ricardo Almeida, era evangélica e teria reclamado do barulho de um 'paredão' de som que estava ligado na frente de sua casa. Em represália, Bocão acabou praticando a execução, enquanto a vítima estava trabalhando.
Segundo a Polícia, Rogério Bocão é considerado o maior traficante da Cidade de Deus, no Pio XII. Ele já respondia na Justiça por 4 tráficos de drogas, 3 roubos e duas receptações.
O preso ainda é investigado pela participação em diversos homicídios cometidos no bairro Lagamar. Seu comparsa, Thiago Francisco, tinha passagem pela Polícia por tráfico de entorpecentes.
Ameaças
A dupla foi conduzida ao 4º Distrito Policial (DP). Após a prisão, efetuado em uma operação policial comandada pela delegada adjunta do 4º DP, Milena Moraes, e pelo comandante da 1ª Cia. do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM), capitão Idevaldo Belline, foram apresentadas diversas cartas escritas pela população do bairro pedindo a prisão de Bocão.
Em uma das cartas, moradores do Pio XII dizem que vivem assustados com a violência e alertam sobre o perigo na comunidade. O capitão Bellini já havia sofrido ameaças de morte de Rogério Bocão.
Homônimo
Rogério Bocão, preso nesta manhã, tem o mesmo apelido de Marcos Rogério Machado de Morais, também conhecido por Rogério Bocão. Este último está na lista dos 20 homens mais procurados do Ceará pela Secretária de Segurança do Estado do Ceará (SSPDS) por envolvimento no assalto ao Banco Central no ano de 2009.
Marcos Rogério chegou a ser preso, mas fugiu do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO) II no Município de Itaitinga,
no ano de 2011. Naquela ocasião, um grupo deu apoio à fuga, utilizando
fuzis e efetuando disparos contra a guarnição militar que fazia a
segurança do prédio.
Fonte: Diário do Nordeste
