Dezenas e centenas de ipuenses sentiram ou ainda estão sentindo os efeitos da dengue, resultado do desleixo e a inoperância do poder público municipal, e porque não dizer que uma parcela considerável da população também faltou com a sua responsabilidade.
Alguns puxa-sacos de plantão querem isentar a administração municipal da culpa da maior epidemia de dengue vivida pela população ipuense na história, transferindo-a somente para o povo. Nesse caso não existe mea-culpa, o poder público e seus entes competentes, pecaram pela falta de ação ou até mesmo por ações equivocadas. Os atos preventivos quase que inexistentes desencadearam uma profusão de casos de dengue. E na hora de remediar o problema, em decorrência da deficitária estrutura do segmento saúde pública, a cidade se viu no caos.
Corredores e leitos dos hospitais públicos e privados lotados. No Hospital Municipal apenas um médico de plantão atendendo a exaustão. Nós povo ipuense que moramos aqui sentimos tudo isso na pele, com esposas doentes, filhos, agregados, enfim famílias inteiras contagiadas pela moléstia da dengue.
Dizem que a dengue já está sob controle em Ipu, depois que quase todos os habitantes foram contaminados. Será? Pois ainda estamos convivendo com o mosquito. Quem pegou o tipo que está circulando, esse não pega mais. Mas se tiver outro tipo pairando entre nós? temos que ser vigilantes, pois segundo alguns especialistas, corremos sérios riscos da coisa se agravar em 2016, se não houver ações preventivas eficientes.
A imagem que nos foi enviada é de um cidadão que mora no centro da cidade, o mesmo conseguiu matar em sua casa um dos mosquitos Aedes aegypti, e na palma da sua mão mostra a prova do crime. O paradoxo é que no caso quem matou é verdadeiramente a vítima do famigerado mosquito da dengue.

