Pedido foi protocolado na Câmara de Brasileia no último dia 23 de fevereiro. Advogado alega que houve quebra de decoro por parte da parlamentar.
A Câmara de Vereadores de Brasileia, município distante 232 km de Rio Branco,
recebeu um pedido de cassação do mandato da vereadora Fernanda Hassem
(PT-AC), no dia 23 de fevereiro. Impetrado por um morador da cidade, o
pedido foi motivado por um suposto caso extraconjugal da parlamentar.
De acordo com o advogado Leandrius Muniz, que representa o impetrante, a
denúncia é que houve quebra de decoro parlamentar por parte da
vereadora. “Houve a quebra por conta de que o homem público tem que
estar dentro da moral e ética no parlamento e fora dele. Não é uma
atitude digna de um representante do povo”, explica.
O G1 tentou entrar em contato com a parlamentar, porém, até esta publicação, ela não foi localizada para comentar o caso.
O presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores no
Acre, Ermício Sena, defendeu a vereadora. “Ela tem uma vida toda
dedicada ao município. O partido está saindo em defesa, todos os nossos
parlamentares e lideranças, porque não podemos admitir essa atitude
raivosa e preconceituosa que estão fazendo contra ela”, disse.
O suposto relacionamento extraconjugal mantido pela vereadora seria com
o advogado Francisco Valadares Neto. Por telefone, Neto se recusou a
falar a respeito do assunto.
Denúncia
O advogado do morador diz que a Câmara está demorando a apreciar o pedido de cassação. Segundo ele, já se passaram duas sessões e o presidente da Casa, o vereador Mário Jorge Gomes (PMDB-AC), não colocou o tema para ser debatido.
O advogado do morador diz que a Câmara está demorando a apreciar o pedido de cassação. Segundo ele, já se passaram duas sessões e o presidente da Casa, o vereador Mário Jorge Gomes (PMDB-AC), não colocou o tema para ser debatido.
“Se ele [presidente da Câmara] não fizer isso até a próxima sessão,
vamos pedir que o Ministério Público instaure procedimento referente ao
crime de prevaricação e omissão. Queremos que haja o devido processo
legal, que a matéria entre em pauta de votação”, afirma.
Procurado pela reportagem, o vereador Mário Jorge Gomes afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto à imprensa.
Fonte: G1
