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| Foto: TV Globo/Reprodução. |
Um motorista de aplicativo foi preso por suspeita de, em viagens
diferentes no mesmo dia, estuprar uma passageira e roubar outra. Os
casos teriam ocorrido na última terça-feira, 22, em São Paulo. De acordo
com uma das vítimas, o homem teria desviado da rota programada e a
levado para um motel. O motorista teria a ameaçado com uma faca e
obrigado a mulher a fazer sexo com ele.
O homem, de 38 anos, foi preso em
flagrante pela Polícia Militar (PM) após a vítima de estupro, que tem 21
anos, compartilhar a localização de onde o veículo estava com uma
prima. A parente acionou a Polícia, que abordou o motorista no momento
em que ele saia com a passageira do motel.
A
mulher tinha como destino uma clínica de estética, mas durante a viagem
o motorista mudou a rota da corrida. “Assim que ele desviou o trajeto,
que ele parou o carro, percebi alguma coisa estranha. E aí não deu mais
tempo nem de pular do carro, nem de fazer qualquer outra coisa”, disse a
passageira vítima de estupro, em entrevista para o portal G1.
A passageira foi encontrada pelos
policiais em estado de choque. Ela ainda relatou que o homem teria
tentado fazer transferências bancárias com o celular dela para a conta
dele. Na unidade policial, o motorista foi indiciado pelos crimes de
estupro, extorsão mediante sequestro e cárcere privado.
Após
a captura, os policiais militares revelaram que o motorista também irá
responder por um roubo que ocorreu algumas horas antes do crime de
estupro.
Na
ocasião, uma adolescente de 17 anos acionou uma corrida com o motorista
após sair de um shopping. Durante o trajeto, no entanto, ela percebeu
que o homem estava se desviando da rota programada. Desconfiada, ela
abriu a porta do veículo e pulou.
Foi a adolescente que fez o primeiro
acionamento, via o número de telefone 190, para a polícia militar. Os
policiais encontraram as sacolas da moça no carro do suspeito no momento
da prisão.
Sobre
os casos, a Uber declarou, em nota fornecida ao O POVO, que o motorista
parceiro teve sua conta desativada da plataforma assim que a empresa
tomou conhecimento do episódio. "A Uber se coloca à disposição para
colaborar com as autoridades no curso das investigações", disse a
empresa.
Confira nota completa:
"A
Uber repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e
acredita na importância de combater e denunciar casos de assédio e
violência. O motorista parceiro teve sua conta desativada da plataforma
assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. A Uber se coloca à
disposição para colaborar com as autoridades no curso das investigações.
A
Uber defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que
quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Por isso,
desde 2018 a empresa mantém o compromisso de participar ativamente do
enfrentamento da violência contra a mulher e segue investindo
constantemente em conteúdos educativos contra o assédio para motoristas.
Em conjunto com o Instituto Promundo,
foi lançado o Podcast de Respeito e mais recentemente a Uber lançou uma
campanha educativa de combate ao assédio também em parceria com o MeToo
Brasil. Além disso, também em parceria com o MeToo, a plataforma possui
um canal de suporte psicológico para apoiar vítimas de violência de
gênero.
Segurança
é uma prioridade para a Uber e inúmeras ferramentas atuam antes,
durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas, como, por
exemplo, o compartilhamento de localização, gravação de áudio, detecção
de linguagem imprópria no chat, botão de ligar para a polícia, entre
outros".
Fonte: O Povo
