A vítima é um médico de 56 anos. O suspeito nega as acusações.
Um advogado foi preso em flagrante, pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), por suspeita de sequestrar, extorquir e torturar o próprio irmão, no Município do Crato, na Região do Cariri, na última quinta-feira (15).
A reportagem apurou que o suspeito detido é o advogado Carlos Antônio Peixoto da Silva, de 54 anos. A prisão foi realizada por uma equipe do Regimento de Polícia Montada (RPMont), da 3ª Companhia do 2º Batalhão (3ª Cia/ 2º BPM). Carlos Peixoto negou as acusações em depoimento.
A vítima, um médico de 56 anos, relatou à Polícia Militar que foi levada à força pelo irmão, em uma caminhonete, até um sítio no Distrito de Monte Alverne. E, durante o trajeto, ele foi ameaçado, agredido, amarrado e obrigado a assinar documentos. Pertences pessoais também teriam sido subtraídos.
"Durante patrulhamento, a equipe do RPMont localizou o veículo em um posto de combustíveis na avenida Tomás Osternes de Alencar. O suspeito foi abordado e, com ele, encontrados documentos, cartões e chave do carro da vítima."
Na sequência, os policiais militares apreenderam um simulacro de arma de fogo e um spray de pimenta que teriam sido utilizados no crime.
Carlos Antônio e o material apreendido foram levados à Delegacia Regional do Crato, da Polícia Civil do Ceará (PCCE), onde o suspeito foi autuado por sequestro, extorsão e tortura.
O advogado já possuía antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de influência, violência doméstica e ameaça, segundo a Polícia Militar.
Suspeito nega sequestro
Ao ser interrogado na Delegacia Regional do Crato, Carlos Antônio Peixoto da Silva negou que tenha sequestrado o próprio irmão.
Na versão do suspeito, ele recebeu uma proposta do irmão para matar a ex-esposa deste, mas recusou. O médico teria entrado no veículo do advogado espontaneamente.
No automóvel, o suposto plano criminoso do médico "gerou uma discussão e passou a vias de fato". O advogado disse que, "como está mais em forma do que seu irmão, levou vantagem", segundo o termo de depoimento da Polícia Civil.
O advogado afirmou ainda que, após a briga, deixou o irmão no mesmo local de onde tinham saído. E questionou: "como houve sequestro se não houve pedido de resgate?".
O suspeito ainda negou que tenha utilizado spray de pimenta ou que tinha agredido o irmão outras vezes. E concluiu que "tudo isso é ficção do seu irmão", conforme o documento da Polícia Civil.
(Diário do Nordeste)