O material foi recolhido pelos policiais do Esquadrão Antibombas, e a Polícia Militar segue em diligências para identificar e localizar os responsáveis
Uma suposta bomba mobilizou forças especializadas da Polícia Militar do Ceará (PMCE) para desarmar o explosivo, em um batalhão da corporação em Fortaleza. O caso ocorreu na 2ª Companhia do 17º Batalhão da PM, localizada no cruzamento das ruas Urucutuba e da Sorte, no bairro Bom Jardim.

O caso teve início quando um policial militar chegou para mais um dia de trabalho na unidade. Ao estacionar o veículo e desembarcar, o agente percebeu a presença de objetos estranhos espalhados pelo estacionamento. Diante da aparência do material, que inicialmente indicava a possibilidade de explosivos, o policial comunicou imediatamente os colegas de serviço. O cenário causou espanto entre os militares, que, por precaução, acionaram o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Esquadrão Antibombas da Polícia Militar.
As equipes especializadas compareceram ao local e realizaram todo o protocolo de verificação. Após a análise técnica, foi constatado que os objetos não se tratavam de bombas reais. Na verdade, eram fogos de artifício que já haviam sido detonados. O material estava amarrado uns aos outros com fitas e pedaços de fio, em uma montagem que simulava artefatos explosivos, o que contribuiu para gerar a falsa impressão de uma ameaça real.
De acordo com as informações apuradas, os objetos teriam sido arremessados propositalmente no estacionamento da unidade policial por dois homens que estavam em uma motocicleta. O veículo teria parado nas proximidades do cruzamento, e o garupeiro foi quem lançou o material para dentro da área do batalhão. A ação, ao que tudo indica, teve o objetivo de causar alarme, alterar a rotina do local e provocar preocupação entre os agentes de segurança pública.
O material foi recolhido pelos policiais do Esquadrão Antibombas, e a Polícia Militar segue em diligências para identificar e localizar os dois suspeitos. Durante a movimentação policial na área, foram registrados gritos com a sigla de uma organização criminosa que atua na região, o que levou as forças de segurança a apurar se a ação tem relação com o grupo criminoso local.
A polícia investiga se o episódio foi apenas uma brincadeira de mau gosto ou se se trata de uma tentativa de intimidação ou recado direcionado aos policiais militares que atuam no 17º Batalhão. O caso segue sob investigação para esclarecer as motivações e responsabilizar os envolvidos.
A lei
Plantar um objeto que simule uma bomba em espaço público pode ser enquadrado criminalmente no Brasil, principalmente como falsa comunicação de crime (art. 340 do Código Penal) ou perigo de contágio ou epidemia em casos extremos, além de provocar pânico coletivo.
O ato de deixar um “simulacro de explosivo” ativa autoridades como polícia e bombeiros, configurando o crime do art. 340: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime que sabe não se ter verificado”, com pena de detenção de 1 a 6 meses ou multa. Pode agravar para ameaça (art. 147) se houver intenção de assustar, ou quadrilha se organizado; em aeroportos ou eventos, enquadra-se em leis antiterrorismo (Lei 13.260/2016).
Denúncias
A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.
(Portal GCMais)