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Maduro ficará em prisão de famosos nos EUA, que já abrigou chefe de cartel e ex-presidente da CBF

O presidente da Venezuela foi levado a Nova York após operação militar no país sul-americano 

 

Maduro de mãos contidas é escoltado por dois agentes de segurança em um corredor interno, enquanto outro agente caminha ao lado; todos usam roupas escuras e o ambiente lembra uma área institucional.
Legenda: Imagens da chegada de Maduro ao Centro de Detenção. Foto: Rapid Response/ AFP.

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve permanecer detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, uma prisão federal de segurança máxima nos Estados Unidos. Maduro foi levado a Nova York neste sábado (3) após operação militar dos EUA no território venezuelano – ele é considerado "sequestrado" pelas autoridades venezuelanas. 

Ele deve ficar detido até julgamento. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e a esposa, Cilia Flores, são acusados de quatro crimes, dentre os quais, conspiração para narcoterrorismo.

Chefes de Estado pelo mundo condenaram a ação dos EUA na Venezuela, incluindo o Brasil. Rússia e China pediram inclusive a soltura imediata do presidente venezuelano. 


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'Prisão dos famosos'

Agora, Maduro irá permanecer neste que é o único presídio federal de Nova York e que já abrigou diversos nomes famosos, seja de forma temporária ou depois de serem condenados. As informações são do g1.

A lista de quem já esteve na "prisão dos famosos" inclui nomes como o rapper Sean “Diddy” Combs, a socialite Ghislaine Maxwell — ex-companheira de Jeffrey Epstein — e o empresário Sam Bankman-Fried, fundador da corretora de criptomoedas FTX.

Também ficaram presos no local nomes envolvidos em investigações criminais de alcance global, como  Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa.

Quem também foi detido no presídio foi o o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. Ele foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos em 2017, quando respondia a acusações de corrupção relacionadas ao escândalo da Fifa. 

Ambiente rígido e restrito

Atualmente, o MDC Brooklyn conta com 1.336 presos. Segundo informações da Fox News, ainda não está definido se Maduro terá uma área reservada, já que é um chefe de Estado. Também não se sabe se ele terá condições especiais devido ao cargo

Segundo o g1, existe um monitoramento 24 horas da cela no presídio federal, assim como uma restrição no contato com o mundo externo e protocolos rigorosos para as visitas. 

As condições do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn também são consideradas precárias. 

Por enquanto, o que se sabe é que Maduro deve permanecer detido em lugar separado da esposa Cilia Flores e que será submetido a uma audiência de custódia dentro da unidade nesta segunda-feira (5).

Entenda o ataque dos Estados Unidos à Venezuela

Os Estados Unidos informaram neste sábado (3) a realização de um ataque contra a Venezuela. Na ocasião, o presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, foram levados para os EUA. 

O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump por meio de uma rede social e ocorre em meio a uma relação marcada por tensões constantes entre os dois países.

Desde 2013, temas como eleições contestadas, sanções econômicas, embargo ao petróleo, acusações de envolvimento com o narcotráfico e crise migratória vêm colocando Washington e Caracas em lados opostos.

Esse histórico de disputas se intensificou ao longo da última década e culminou, segundo Trump, em um “ataque em larga escala” conduzido pelos Estados Unidos.

O ataque deixou 40 mortos, informou o jornal norte-americano The New York Times. Segundo o NYT, a informação foi confirmada por um funcionário do alto escalão do governo venezuelano que pediu para não ser identificado. Entre os mortos estão soldados e civis

 

 

(Diário do Nordeste)