Na
última quinta-feira (12), o júri popular do ex-policial militar de São
Paulo, identificado como Eduardo José de Andrade, de 24 anos, foi
anulado após o réu fazer ameaças de morte contra a juíza responsável
pelo caso e os jurados durante uma audiência realizada por
videoconferência em São José do Rio Preto (SP).
O
réu participou da sessão enquanto estava preso e, durante o
interrogatório, confessou ter matado a tiros Tiago de Paula, crime
ocorrido em novembro de 2022, na cidade de Cedral, no interior paulista.
Na mesma audiência, ele afirmou não se arrepender e disse que pretende
voltar a matar quando sair da prisão.
Durante
a transmissão, o réu passou a intimidar os participantes do julgamento e
declarou que cortaria a cabeça da magistrada e de jurados, além de
ameaçar enviar os restos mortais para as casas das vítimas.
“Eu
vou cortar a cabeça de um por um e vou mandar na casa deles no dia em
que eu sair daqui. Eu vou cortar a cabeça da doutora Gláucia porque eu
tenho autorização para isso [...]”, declarou Eduardo.
Diante
da gravidade das declarações, a juíza interrompeu a sessão e questionou
os jurados sobre a possibilidade de continuidade do julgamento. Após
manifestação de temor por parte dos integrantes do conselho, o júri foi
anulado.
O
ex-policial já cumpre pena de 29 anos por outro assassinato e também
responde pelo homicídio qualificado de Tiago de Paula. Segundo a
Justiça, ainda não há data definida para a realização de um novo
julgamento.
A
defesa solicitou a instauração de incidente de insanidade mental do
acusado, procedimento que pode levar à realização de perícia para
avaliar a condição psicológica do réu.
Fonte: Folha do Estado
