Um advogado de 37 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (2), no município de Barro, no interior do Ceará, durante investigação por crimes de estelionato. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e também resultou na suspensão cautelar do exercício da advocacia e no bloqueio de ativos financeiros do investigado.

A apuração é conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Aurora e aponta que o suspeito teria estruturado um esquema de apropriação indevida de valores provenientes de benefícios previdenciários. Conforme as investigações, ele também é suspeito de contratar empréstimos consignados sem autorização das vítimas, utilizando dados obtidos por meio da relação profissional.
Esquema envolvia empréstimos sem autorização
Quatro vítimas procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência. Elas relataram que o advogado utilizava procurações assinadas para processos previdenciários e, de forma ilícita, realizava empréstimos bancários em nome dos denunciantes.
De acordo com a Polícia Civil, as procurações eram concedidas para representação em demandas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas teriam sido usadas indevidamente para operações financeiras sem o consentimento dos clientes.
Diante das informações reunidas no inquérito, a corporação solicitou à Justiça um mandado de prisão preventiva contra o investigado. O pedido foi deferido e cumprido nesta segunda-feira.
Advogado preso por estelionato no Ceará tem bens bloqueados
Além da prisão preventiva, a decisão judicial determinou o bloqueio e a indisponibilidade de valores em relação ao advogado e a outros investigados. Também foi decretada a suspensão cautelar do exercício da advocacia, medida que impede o profissional de atuar enquanto o processo estiver em andamento.
Segundo a Polícia Civil, as medidas cautelares foram solicitadas com o objetivo de garantir o possível ressarcimento das vítimas e interromper a atuação do investigado.
Após a captura, o homem foi encaminhado a uma unidade prisional da região, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e apurar todas as circunstâncias relacionadas ao caso.
(Portal GCMais)