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Ídolo do basquete, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

Ex-jogador foi ouro no Pan-Americano de 1987 e bronze no Mundial de 1978. 

 

Legenda: Oscar Schmidt morre em São Paulo. Foto: MARIE HIPPENMEYER / AFP

 

Oscar Schmidt, lenda do basquete do Brasil, morreu nesta sexta-feira (17). Ele havia sido internado em um hospital de São Paulo após mal-estar. O ex-jogador de 68 anos estava sob cuidados médicos. Ainda não há mais informações.

Entre as maiores conquistas de Oscar com o basquete brasileiro estão a medalha de ouro nos Jogos PanAmericanos de 1987. Na ocasião, o Brasil aplicou a primeira derrota da história dos Estados Unidos no basquete como mandante. Outro pódio importante foi a medalha de bronze no Mundial das Filipinas, em 1978. 

A lenda do basquete brasileiro enfrentou dois tumores no cérebro entre os anos de 2013 e 2022. No mesmo ano, ele anunciou ter recebido alta da quimioterapia. Em 2014, ele também chegou a ser internado com uma arritmia. 

Recentemente, Oscar foi homenageado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) no Hall da Fama. Ele não esteve presente pois estava se recuperando de uma cirurgia.

Trajetória no esporte

A trajetória de Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, é uma das mais impressionantes da história do esporte, tanto no Brasil quanto no cenário mundial.

Oscar nasceu em 1958, em Natal (RN), e começou a se destacar ainda jovem no basquete. Seu talento chamou atenção pela facilidade em pontuar, especialmente com arremessos de longa distância, algo que virou sua marca registrada ao longo da carreira.

Quais times de basquete Oscar Schmidt já jogou?

Ele brilhou em clubes importantes do Brasil, como o Esporte Clube Sírio e o Flamengo, conquistando títulos e se tornando ídolo. Mas também teve passagens internacionais de destaque, principalmente na Itália e na Espanha, onde atuou por equipes como o Juvecaserta Basket.

Um dos pontos mais marcantes da carreira de Oscar foi sua escolha de não jogar na NBA. Ele chegou a ser draftado pelo New Jersey Nets em 1984, mas recusou a oportunidade porque, na época, jogadores da NBA não podiam disputar competições pela seleção brasileira. E Oscar sempre priorizou defender o Brasil.

Pela seleção, ele teve atuações históricas, principalmente nos Jogos Olímpicos, participou de cinco edições (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996). Seu momento mais icônico foi nos Jogos de Jogos Olímpicos de Seul 1988, quando marcou 55 pontos contra a Espanha, um dos maiores feitos da história do basquete olímpico.

Oscar também foi peça-chave na conquista do ouro no Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil venceu os Estados Unidos em pleno território americano — um dos maiores triunfos do esporte brasileiro.

Ao longo da carreira, ele se tornou o maior pontuador da história do basquete, com mais de 49 mil pontos — um número que supera até grandes nomes da NBA. Seu estilo ofensivo, dedicação e longevidade (jogou até os 45 anos) o transformaram em uma lenda.

Veja nota da Família:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”

 

(Diário do Nordeste)