O
setor de investigação da Polícia britânica decidiu tratar como
“suspeitas” as circunstâncias da morte do brasileiro Samuel de Souza
Frota, de 23 anos, encontrado morto em uma linha férrea de Warrington,
cidade próxima a Liverpool, na Inglaterra, em 12 de abril. Antes, o caso
era tratado como suicídio. Samuel era de Sobral.
Nesta
semana, a família foi informada que uma investigação será aberta para
apurar o caso, e de acordo com o escritório Layanna Pontes Advocacia
Internacional, que defende a família neste momento, está agendado uma
reunião com o consulado brasileiro para a próxima segunda-feira (27/4),
para tratar da repatriação do corpo do jovem. A expectativa é dar início
formal dos procedimentos consulares para translado internacional.
A
defesa também afirma que solicitou reunião com o governador do estado,
Elmano de Freitas, para “sensibilizar o Estado quanto à situação
excepcional enfrentada pela família”. O objetivo, segundo o escritório, é
viabilizar apoio financeiro para a repatriação de Samuel Frota.
“Considerando
que o Ceará é o primeiro estado brasileiro com legislação específica
voltada à assistência para repatriação de cidadãos mortos em
circunstâncias violentas no exterior”, a advogada Layanna Pontes
acredita no apoio do estado.
Quem é o sobralense encontrado morto na Inglaterra
O
cearense Samuel de Souza Frota, de 23 anos, recebeu um convite de um
amigo, também do Ceará, para trabalhar como telefonista na Inglaterra,
mas morreu cinco meses após chegar ao país europeu. O corpo de Samuel
foi encontrado em 12 de abril.
De
acordo com autoridades policiais, o corpo do cearense foi encontrado na
linha férrea de Warrington, cidade que fica próxima a Liverpool, na
Inglaterra. A família do cearense foi informada oficialmente da morte
quatro dias depois, em 16 de abril.
Familiares
afirmam que a empresa que contratou Samuel deixou de pagar pelos
serviços prestados. Uma familiar do jovem informou que ele teria ido ao
país para cuidar da agenda de garotas de programa. Ao chegar no local,
no entanto, ele passou a atuar como segurança – o que teria
descaracterizado o serviço inicial.
Ao
reclamar com a agência que o levou, Samuel teria sido ameaçado, segundo
a familiar. A partir de então, ele teria enfrentado dificuldades
financeiras – passou a não receber salário -, pressão psicológica e
ameaças constantes. Ele chegou a relatar isso para a família.
O
g1 buscou as mulheres apontadas como proprietárias da agência, mas não
obteve respostas. Também foi feito contato com o amigo de Samuel, que o
convidou para ir à Inglaterra, mas ele preferiu não se manifestar.
Em
uma rede social profissional, Samuel se identificava como vendedor de
uma marca de roupas. O jovem desativou a conta no Instagram dias antes
de ser encontrado morto.
Fonte: G1/CE

