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Cearense compra próprio caixão e manda fazer lápide para não gerar despesas à família

Homem diz que tomou a decisão para não deixar despesas à família e já providenciou até a construção do próprio túmulo no interior do Ceará

 

Cearense compra próprio caixão e manda fazer lápide para não gerar despesas à família
Foto: Reprodução.

Um cearense chamou atenção após decidir comprar o próprio caixão ainda em vida e providenciar até a lápide onde será enterrado. A iniciativa, segundo ele, tem como objetivo evitar custos para a família após a morte. O caso ganhou repercussão após relatos de pessoas próximas e segue gerando debate entre moradores sobre planejamento ou exagero.

Conhecido como “irmão Zé”, o homem afirmou que a decisão partiu de um desejo antigo. Ele contou que sempre teve vontade de possuir o próprio caixão, mas não tinha condições financeiras anteriormente. “Eu tenho 50 anos e ia muito em velório dos antigos e tinha muito desejo de possuir um caixão. Mas não tinha condições financeiras de comprar”, disse.

Segundo ele, a oportunidade surgiu anos depois. “Depois que eu entrei em 55 anos, alguém me ofereceu um plano e eu achei que era a chance de eu ter meu caixão em casa”, relatou.

Decisão começou como desejo antigo e virou planejamento pessoal

Além do caixão, o morador também já providenciou a lápide. A peça já está pronta, embora o nome e a data de nascimento não tenham sido divulgados publicamente. Ele ainda planeja concluir a estrutura do túmulo.

“Eu, pra mim não deixar dívida pros meus sobrinhos, eu até me preparei, comprei o caixão, fiz a lápide, como vocês estão vendo aí, e vou fazer ainda a tumba”, afirmou.

O homem explicou que está construindo o espaço de forma gradual, devido às limitações financeiras. “As condições financeiras minhas são poucas. Aí eu tô fazendo a tumba devagarzinho lá no cemitério do distrito”, disse.

Outro detalhe que chamou atenção foi a intenção de decorar o túmulo com moedas. Segundo relato de uma amiga, ele já separou o material para esse fim.

A história foi compartilhada por uma amiga do morador, identificada como Michele, que destacou o comportamento incomum. “A gente costuma, geralmente, depois que a gente parte dessa vida pra outra, os outros escolhem o nosso caixão. E ele fez diferente, ele já escolheu o caixão dele em vida”, comentou.

Ela também ressaltou que o amigo sempre foi uma pessoa organizada. “Ele é uma pessoa bem prevenida”, afirmou.

O caso gerou repercussão e levantou discussões entre moradores sobre a atitude. Enquanto alguns consideram a decisão uma forma de planejamento, outros veem como exagero.

O próprio morador defende a escolha como algo natural. “Todo ser humano, ele, é o desejo dele, é o final da vida dele, é se deitar dentro de um caixão”, declarou.

Além disso, ele aproveitou para fazer um pedido à comunidade. “Se alguém quiser ajudar também a fazer uma igrejinha que nós estamos construindo, seja bem-vindo”, disse.

 

(Portal GCMais)