O massacre de elefantes na África e o comércio de marfim na China estão fora de controle e podem levar à extinção dos animais que vivem em liberdade no período de apenas uma geração, segundo advertência feita nesta terça-feira (9) pelos defensores do meio ambiente.
Quantidades de marfim cada vez maiores são vendidas em um número crescente de lojas de luxo na China, de acordo com denúncias de um relatório conjunto feito pelas associações Save The Elephants e The Aspinall Foundation, que ressalta que mais de 100.000 elefantes do continente africano foram sacrificados entre 2010 e 2012.
"A explosão da demanda de marfim na China - onde o preço varejista das presas dos elefantes triplicou em quatro anos, desde 2010 - desencadeou uma expansão do comércio de marfim contrabandeado que provocou o massacre dos elefantes da África", explicaram as organizações no relatório publicado nessa terça em Nairóbi, no Quênia.
A caça de elefantes, assim como a dos rinocerontes, aumentou consideravelmente nos últimos anos na África, alimentada pela forte demanda de marfim e de chifres na Ásia, onde são buscados por seu aspecto decorativo ou por suas supostas virtudes medicinais, alcançando preços astronômicos que atraem grupos criminosos internacionais e grupos armados.
Os pesquisadores das duas organizações não governamentais visitaram dezenas de lojas e fábricas na China, o principal centro de transformação de marfim. Segundo este documento, o número de lojas de marfim registradas passou de 31 em 2014 a 145 no ano passado, enquanto o número de fábricas de transformação do marfim passou de nove a 37 no mesmo período. A venda ilegal de marfim em lojas sem licença progrediu ao mesmo ritmo.
Serviço
de Vida Selvagem do Quênia (KWS, na sigla em inglês) começou a fazer
uma contagem aérea de elefantes e outros mamíferos de grande porte que
vivem no Parque Nacional de Amboseli, a oeste do Monte Kilimanjaro, e às
margens dos lagos Natron e Magadi. Acima, zebras são vistas na reserva
durante o pôr do Sol Dai Kurokawa/Efe
Homem
lava elefante durante cerimônia de aparação de presas do animal em
campo de elefantes na província de Kanchanaburi, na Tailândia. Os
empregados do lugar cortam as presas para que os animais possam alcançar
seu alimento mais facilmente, e também para alertar ao público sobre a
caça ilegal e os riscos do corte de presas sem o devido cuidado, o que é
perigoso para o animal. Apesar da ação, ambientalistas do WWF (World
Wildlife Fund) afirmam que a solução para conter o contrabando de marfim
é que o governo proiba a venda em toda a Tailândia. Estima-se que 30
mil elefantes africanos sejam mortos por ano por causa do contrabando de
marfim. Leia mais Kerek Wongsa/Reuters
Fonte: Uol Notícias


