Cresce a onda de comentários sobre uma eventual concorrência eleitoral entre os radialistas Rogério Palhano (situação) e Hélio Lopes (oposição). O primeiro não logrou êxito em sua primeira tentativa. O segundo ainda não dispôs o seu nome ao crivo do exigente eleitor ipuense.
Percebe-se que há uma rivalidade ferrenha entre os dois
comunicadores. Em certa ocasião, Rogério já pediu a Hélio que “desviasse
o caminho”, que “não passasse na rua em
que ele passar”. Já Hélio adota a tática do desprezo total e não cita o
nome de Rogério em seu programa radiofônico. Para Hélio, não citar o
nome de Palhano é respeitar os ouvintes do Fatos em Debate, noticioso
que Lopes apresenta a mais de 18 anos.
O clima entre os comunicadores anda tão pesado que agora passaram a
resolver seus respectivos imbróglios na via judicial. Corre no fórum de
Ipu uma série de demandas processuais versando sobre danos morais,
difamação dentre outras.
Eis que surgem comentários acerca da
intenção de concorrer a uma cadeira no legislativo por parte de Lopes e
Palhano. Este já eixou claro as suas pretensões, aquele continua a
aguardar o dinamismo da política local.
Quem de ambos teria mais
chances de vencer uma disputa eleitoral? Qual deles tem mais
aceitabilidade/credibilidade junto ao eleitor ipuense? Que nome seria o
mais forte na conquista de votos? Qual deles possui maior poder
financeiro? Essas são perguntas que somente serão respondidas próximo
ano ou não, pois irá depender de uma série de nuances.
O certo é
que há grandes chances da imprensa de Ipu vir a ter um representante
legítimo na Câmara Legislativa, algo inédito na política municipal. Até
lá fica esse clima de “guerra fria” entre os comunicadores e uma gama de
especulações nos bastidores e rodinhas de bate-papo.
Texto: Rárisson Ramon
