"Depois
de mais de três meses de desaparecimento, quando muitos já a
consideravam morta, descobrimos o paradeiro de Viviane Madeira, que se
encontra viva, mas em condições desfavoráveis.
A
reportagem apurou que a educadora física, de 27 anos, que tinha
desaparecido desde o dia 8 de abril, vista pela última vez saindo de uma
festa no clube Palmeiras, se encontra em Sobral. Foi vista numa região
de tráfico de drogas e estaria entregue ao vício.
Está
perto de chegar ao fim este caso intrigante e misterioso que desafiou
as autoridades policiais cearenses. Uma pessoa, cuja identidade
preservamos, afirma ter visto Vivi, como é conhecida, entre os bairros
Cohab 2 e Boa Vizinhança, numa das bocas de fumo que têm se espalhado
por diversos bairros de Sobral. Segundo o relato de outra testemunha,
“Ela está muito diferente, de cabelos curtos, bem mais morena, e
semblante sofrido”, disse.
Este
caso chama bastante atenção pelo silêncio das autoridades policiais de
Sobral. Até hoje sem uma declaração plausível, e continuaria em
silêncio. A novidade não veio da Polícia ou de qualquer outra
autoridade, o mérito foi de nossa reportagem que insistiu na
investigação, mesmo sem informações oficiais.
O
desaparecimento de Vivi mexeu com toda a população, ganhou mais
repercussão com a mobilização de amigos que se juntaram em manifestação,
no dia 28 de abril, com a caminhada que saiu do Palmeiras Country Clube
(local onde a moça foi vista pela última vez na madrugada do dia 8 de
abril).
Em
seguida os amigos criaram a hashtag #CadêVivi, muitos curiosos visitam a
página até hoje, onde deixam seus reclames e mensagens de apoio a
família e amigos. Na ocasião, Lara Madeira, a prima da vítima, e uma das
organizadoras do evento, falou com o Portal Paraíso: “Parece um
pesadelo, mas acredito que um dia acordaremos sorrindo com ela em casa”.
Entramos
em contato com a família, que confirmou o que disseram as testemunhas,
mas não quiseram dar entrevista, devido à situação que ainda está sob
investigação. “Estar viva já é um grande consolo, torcemos para que tudo
acabe bem”, disse uma pessoa da família que pediu para ficar no
anonimato."