Suspeito invadiu estabelecimento na Cidade dos Funcionários, fez várias viagens e levou TVs, eletrodomésticos e equipamentos de trabalho
Um comerciante do bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza, teve um prejuízo estimado em quase R$ 10 mil após o furto de diversos equipamentos do estabelecimento na noite de segunda-feira (26). O suspeito invadiu o local pela Avenida Desembargador Gonzaga, aproveitou o horário de pouca movimentação e retornou mais de uma vez para levar televisores, eletrodomésticos e objetos usados no funcionamento do comércio.

De acordo com imagens de câmeras de segurança, o homem teve acesso ao prédio por uma área protegida apenas por uma grade ornamental, que não impediu a entrada. Já no interior do imóvel, ele chutou um dos portões até conseguir abrir e circulou pelo espaço em busca de objetos de valor.
As gravações revelam que o suspeito agiu com calma e sem levantar suspeitas. Em determinado momento, ele aparece parado, observando o ambiente, como se estivesse atento a qualquer movimentação externa. Segundo o relato, o homem aparentava ser alguém ligado ao comércio da região, o que dificultaria uma abordagem imediata.
O estabelecimento fica em uma das avenidas mais movimentadas do bairro, com fluxo intenso de pessoas, veículos e atividades comerciais durante o dia e a noite. No entanto, o crime ocorreu por volta das 22h50, quando o movimento já era reduzido, circunstância aproveitada pelo suspeito.
Comerciante relata retornos e lista de itens furtados
O proprietário do comércio, Daniel Uchoa, afirmou que o suspeito retornou ao local em diferentes horários para levar mais objetos. “Foi 10h50 da noite, na segunda-feira, ele veio, arrombou essa porta aqui. Entrou, levou um micro-ondas. Depois, quando foi duas horas da manhã, ele voltou mesmo”, relatou.
Segundo o comerciante, na segunda invasão o homem levou outros equipamentos e chegou a mudar a aparência. “Ele entrou lá no caixa, pegou o ventilador, o liquidificador — que acabou deixando — e depois voltou de novo, de peruca. Aí levou três TVs e o forno que eu tinha acabado de comprar”, disse.
Além disso, foram furtados rádios usados para comunicação com os funcionários, um telefone celular que estava no caixa e houve danos estruturais. “Deixou o caixa todo bagunçado. Fora o prejuízo da porta, que a gente mandou fazer outra. Perto dos 10 mil reais, se não mais”, completou.
Histórico de furtos
Daniel Shoa afirmou que o mesmo suspeito já havia praticado outros furtos no local meses antes. “Há uns cinco ou seis meses, ele arrombou a porta do banheiro, que é de vidro, roubou uma torneira e passou a noite inteira jogando água no meio da rua”, contou.
O comerciante também relatou furtos frequentes de objetos menores. “Lâmpadas do jardim, se eu coloco hoje, amanhã já não estão mais aí. Não adianta alarme, não adianta vigia. Quando o vigia vai embora às cinco da manhã, ele vem e faz”, afirmou.
Segundo o relato apresentado, a prática criminosa é recorrente na área e atinge outros comerciantes. “Não é só eu, são todos os comerciantes aqui da área. Quase todo dia tem furto”, disse o proprietário.
O caso reforça a preocupação com a facilidade da ação criminosa, já que o suspeito conseguiu ir e voltar ao estabelecimento mais de uma vez, levando itens diferentes a cada retorno. O perfil descrito é de pessoas que agem para sustentar o consumo de drogas, aceitando qualquer tipo de negociação dos produtos furtados.
Enquanto isso, comerciantes relatam dificuldades para manter os negócios, arcar com impostos e fornecedores, além de lidar com os prejuízos causados pelos crimes. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão do suspeito.
(Portal GCMais)