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Personal trainer morre após ser baleado em abordagem policial em Itapipoca, no interior do Ceará

Segundo a Polícia Militar, jovem de 24 anos desobedeceu ordens da abordagem e tentou tomar a arma de um agente durante ocorrência registrada na localidade de Rajada.

 

Personal trainer morre após ser baleado durante abordagem policial em Itapipoca, no Ceará
A morte aconteceu após equipes da 1ª Companhia do 11º Batalhão perceberem uma motocicleta estacionada de forma que dificultava parcialmente a passagem na via. (Foto: Reprodução).

 

Um personal trainer de 24 anos morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na localidade de Rajada, em Itapipoca, no interior do Ceará. Segundo a corporação, o jovem usava tornozeleira eletrônica e teria tentado tomar a arma de um dos policiais durante a ocorrência registrada na noite da última quinta-feira (18).

A morte aconteceu após equipes da 1ª Companhia do 11º Batalhão perceberem uma motocicleta estacionada de forma que dificultava parcialmente a passagem na via. A situação levou os agentes a se aproximarem para verificar o que ocorria no local.

Ao lado da motocicleta, os policiais encontraram o homem, identificado pela PM como monitorado por tornozeleira eletrônica. Conforme o relato oficial, os agentes iniciaram o procedimento de abordagem e deram ordens para identificação e cumprimento das medidas de segurança.

Como aconteceu a abordagem policial em Itapipoca

De acordo com a Polícia Militar, o homem não obedeceu às determinações da equipe e avançou em direção à viatura durante a ocorrência. Ainda segundo a corporação, ele chegou a abrir a porta do veículo policial e tentou tomar a arma de um dos agentes que participavam da ação.

A PM informou que os disparos ocorreram diante do que classificou como uma ameaça iminente à integridade física da equipe. Após os tiros, os policiais realizaram buscas nos pertences do homem e encontraram uma bolsa contendo uma faca e objetos pessoais.

A corporação também afirmou que a localidade apresentava dificuldade de comunicação por ausência de sinal de telefonia móvel e rádio operacional, o que teria dificultado o acionamento imediato de apoio externo. Os próprios policiais socorreram o jovem para uma unidade hospitalar da região. Apesar do atendimento, ele não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada no hospital.

O que a Polícia Militar disse sobre os disparos

Em nota, a Polícia Militar declarou que os disparos foram efetuados para conter a agressão e impedir que a arma do policial fosse tomada durante a abordagem.

Casos envolvendo mortes decorrentes de intervenção policial costumam passar por investigação para análise das circunstâncias da ocorrência, incluindo dinâmica da ação, proporcionalidade do uso da força e avaliação pericial. A ocorrência foi apresentada à autoridade policial responsável, que deve conduzir os procedimentos cabíveis sobre o caso.

Jovem usava tornozeleira eletrônica

Segundo levantamentos realizados pela Subagência de Inteligência (SAI) do batalhão, o homem era natural de Brasília e vinha circulando recentemente por diferentes municípios do Ceará. As informações obtidas pela polícia apontam que ele teria como possível destino final o município de Tururu, também no interior do estado.

A Polícia Militar informou ainda que o jovem possuía antecedentes criminais por violência doméstica contra a mulher. Não foram divulgados detalhes sobre o processo judicial relacionado ao uso da tornozeleira eletrônica. O equipamento é utilizado pela Justiça em situações específicas, como monitoramento cautelar, prisão domiciliar ou acompanhamento de investigados e condenados.

Caso será investigado após morte durante intervenção policial

A morte deve ser investigada pelas autoridades competentes para esclarecer todos os detalhes da ocorrência registrada na localidade de Rajada. A apuração inclui coleta de depoimentos, análises periciais e reconstrução da dinâmica da abordagem policial. 

 

(GCMais)