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Ataque a tiros deixa um morto e dois feridos no Curió, em Fortaleza

Crime aconteceu em um beco conhecido como Vila Páscoa, na Grande Messejana; Polícia Militar e DHPP realizaram buscas na comunidade após os disparos

 

Ataque a tiros deixa um morto e dois feridos no São Miguel do Brejo, em Fortaleza
Ataque a tiros deixa um morto e dois feridos no São Miguel do Brejo, em Fortaleza. Foto: Reprodução.

 

Um ataque a tiros em Fortaleza deixou três pessoas baleadas e terminou com a morte de um homem identificado como Wellington, na comunidade do São Miguel do Brejo, no bairro Curió, na área da Grande Messejana. O crime aconteceu em um beco conhecido como Vila Páscoa, onde marcas de disparos foram encontradas em paredes e estruturas da região.

Além de Wellington, uma mulher identificada como Liliane e um homem chamado Nonato também foram atingidos. Os três foram socorridos inicialmente para unidades de saúde da região. Wellington foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Messejana, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.

Liliane e Nonato foram encaminhados ao Frotinha de Messejana e, posteriormente, transferidos para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Os agentes realizaram incursões em diferentes pontos da comunidade para tentar localizar pistas que pudessem ajudar a esclarecer a dinâmica do ataque e identificar os responsáveis.

Polícia faz buscas após ataque no São Miguel do Brejo

A movimentação policial ocorreu em uma área marcada por becos e vielas, que, segundo relatos apresentados na ocorrência, podem facilitar a fuga de pessoas que entram e saem da comunidade.

Durante as buscas, policiais percorreram locais de difícil acesso, incluindo uma área onde funcionava um centro educacional e que atualmente está em ruínas. No espaço, havia uma quadra abandonada, lixo, roupas e outros materiais.

A equipe policial também esteve próxima ao ponto onde ocorreu o ataque. De acordo com relatos de moradores, que não quiseram aparecer por receio de represálias, havia diversas marcas que aparentavam ser de tiros nas paredes da comunidade.

A presença do DHPP indica que a Polícia Civil passou a atuar na investigação do caso. A equipe buscava reunir informações com familiares, testemunhas e as próprias vítimas sobreviventes para entender o que provocou a ação criminosa.

Vítimas foram socorridas após os disparos

As três vítimas foram atingidas durante a ação de homens armados na comunidade.

Wellington foi socorrido e levado para a UPA da Messejana, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Liliane e Nonato receberam atendimento médico e foram posteriormente encaminhados ao IJF.

A informação de que Liliane estaria grávida chegou de maneira informal durante o acompanhamento da ocorrência. No entanto, a própria apuração relatada na transcrição aponta que essa condição não havia sido confirmada oficialmente pela polícia naquele momento.

Por isso, a informação sobre uma possível gravidez não deve ser apresentada como fato confirmado.

Após o ataque, policiais seguiram para o IJF com o objetivo de conversar com as vítimas sobreviventes e obter mais informações sobre o crime.

Polícia investiga possível disputa entre grupos armados

A ocorrência acontece em um contexto de violência atribuído à disputa entre grupos armados na região. A dinâmica do ataque chamou a atenção pela quantidade de disparos e pela maneira como os criminosos teriam entrado na comunidade e fugido logo depois.

Segundo os levantamentos iniciais relatados na ocorrência, os suspeitos teriam saído de um terreno localizado nas proximidades do ponto onde as vítimas foram baleadas. Depois dos disparos, eles deixaram o local sem serem identificados.

Ainda não havia, no momento da apuração, confirmação sobre quem seriam os autores do ataque.

Uma das linhas investigadas pela polícia é a possibilidade de que os homens tenham recebido uma ordem para executar pessoas que estavam na comunidade. Essa hipótese, porém, aparece como informação em investigação e não como uma conclusão da Polícia Civil.

A motivação do crime também ainda precisava ser esclarecida.

O trabalho dos investigadores inclui a coleta de informações no local, a identificação de testemunhas e a busca por elementos que possam indicar a origem dos criminosos e o caminho utilizado na fuga.

Becos dificultam buscas pelos suspeitos

A configuração da comunidade é um dos fatores que dificultam a localização dos responsáveis pelo ataque.

O São Miguel do Brejo possui diversos becos e vielas, criando diferentes possibilidades de deslocamento para quem conhece a região. Após os primeiros disparos, moradores que estavam em áreas externas buscaram abrigo dentro das residências.

Com isso, a movimentação dos suspeitos deixou de ser acompanhada por possíveis testemunhas, dificultando a reconstrução imediata do trajeto utilizado na fuga.

Durante a incursão, policiais percorreram pontos considerados de difícil acesso. Em uma das áreas visitadas, a falta de iluminação e as condições das estruturas abandonadas dificultavam até mesmo a circulação.

A equipe do DHPP também permaneceu no local para colher informações relacionadas à ocorrência. O trabalho de investigação deverá ajudar a estabelecer a sequência dos acontecimentos e verificar se o ataque estava direcionado especificamente contra alguma das vítimas.

Marcas de tiros ficam nas paredes da comunidade

Após a saída dos moradores das ruas durante os disparos, a área ficou com sinais da violência. Marcas aparentes de tiros foram observadas em diferentes pontos, inclusive em paredes próximas ao beco conhecido como Vila Páscoa.

O cenário ajudou os policiais a identificar possíveis pontos relacionados à ação e pode contribuir para a investigação sobre a quantidade e a direção dos disparos.

A perícia e os demais procedimentos de investigação deverão ser utilizados para reunir elementos capazes de esclarecer o crime.

Até o momento da apuração apresentada, não havia informação sobre prisões relacionadas ao ataque.

A Polícia Civil segue responsável pela investigação para tentar identificar os autores e descobrir o que motivou a ação.

O caso também expõe a tensão provocada pela atuação de grupos armados em comunidades da Grande Messejana. Para os moradores, a presença de homens armados e a possibilidade de confrontos ou ataques aumenta o risco para quem vive e circula nessas áreas.

A investigação deverá esclarecer se o crime está efetivamente relacionado a uma disputa entre grupos e se as vítimas eram os alvos determinados pelos autores.

Enquanto isso, Wellington permanece como a vítima fatal confirmada da ocorrência, enquanto Liliane e Nonato receberam atendimento hospitalar após serem atingidos pelos disparos.

A Polícia Civil deverá ouvir as vítimas sobreviventes assim que houver condições para isso, além de familiares e testemunhas que possam contribuir para a identificação dos responsáveis pelo ataque.

O objetivo das diligências é reconstruir o caminho dos criminosos antes e depois dos disparos e determinar a motivação da ação registrada no São Miguel do Brejo.

 

(Portal GCMais)