Vítima voltava de uma consulta médica quando foi abordada; imagens mostram suspeito atravessando a rua e puxando a mulher para fora do campo da câmera

Uma mulher foi assaltada e agredida no Cambeba, em Fortaleza, após sair de uma consulta médica e seguir a pé por uma rua do bairro. O crime aconteceu por volta das 20h desta terça-feira (1º), na Rua Crisanto Moreira da Rocha, e foi registrado por uma câmera de segurança.
As imagens mostram o momento em que o suspeito atravessa a rua em direção à vítima. Ele aparece armado e se aproxima rapidamente da mulher, que é puxada pelo criminoso. Os dois deixam o campo de visão da câmera durante a abordagem.
Segundo a vítima, além de ter os pertences levados, ela foi agredida durante o assalto. A mulher conta que ficou com dores e inchaços em diferentes partes do corpo após cair no chão e receber uma coronhada.
Assalto no Cambeba é registrado por câmera de segurança
A gravação mostra que o suspeito surge de um terreno localizado às margens da via. Ele atravessa a rua e aborda a mulher em um trecho onde também havia circulação de veículos.
A vítima, identificada como Iania Rejane, havia saído de uma consulta médica. Ela relata que o atendimento estava marcado para as 18h e que, depois de deixar o local, pegou um ônibus e desceu para seguir caminhando até o condomínio onde mora.
Iania explica que a irmã chegou a ficar preocupada porque ela ainda não havia chegado em casa por volta das 20h. Foi durante esse trajeto que o assaltante apareceu.
A mulher afirma que segurou a bolsa no momento da abordagem e acabou sendo arrastada pelo criminoso. Depois, reconhece que a reação aconteceu por impulso e que poderia ter provocado uma consequência ainda mais grave.
“Foi um livramento de Deus pra minha vida”, afirma Iania.
A vítima ressalta que os objetos levados não justificariam colocar a própria vida em risco. Entre os pertences estavam o celular, a bolsa e documentos.
Vítima é agredida durante assalto em Fortaleza
Além da perda dos objetos, Iania ficou ferida durante a ação. Ela conta que caiu no chão e recebeu uma coronhada na cabeça.
Segundo a vítima, o local atingido ficou inchado e ela passou a sentir dores de cabeça. Ela também apresenta ferimentos e inchaço no braço, na perna e no joelho.
“Tomei comprimido, mas não passa a dor de cabeça”, relata Iania.
A mulher conta ainda que teve dificuldade para dormir depois do assalto e precisou tomar medicamento por causa das dores. O episódio também deixou marcas emocionais.
O medo passou a fazer parte da rotina da vítima, especialmente ao precisar caminhar pela região. Ela afirma que não se sente segura ao passar pela rua.
“Nem um pouquinho”, responde Iania ao ser questionada se se sente segura caminhando pelo local.
O sentimento também aparece entre pessoas que trabalham nas proximidades. Dulce Maria, diarista, afirma que considera o trecho muito deserto e estranho, principalmente durante os horários de menor movimentação.
Ela conta que soube do assalto contra a mulher somente depois que chegou ao trabalho. Segundo Dulce, se tivesse conhecimento da ocorrência anteriormente, provavelmente teria evitado ir ao local por causa do medo.
Moradores relatam medo após novos casos na região
A ocorrência chama atenção para um ponto que, segundo relatos apresentados na reportagem, já foi cenário de outros crimes.
A região onde a mulher foi abordada possui um terreno baldio próximo à rua. Conforme o relato apresentado no local, criminosos utilizariam o espaço para observar a movimentação e escolher possíveis vítimas.
A dinâmica descrita é de aproximação rápida: o suspeito sairia do terreno, atravessaria a via para abordar a pessoa e, depois do crime, retornaria pelo mesmo caminho.
O trecho também já registrou outros assaltos. Há ainda o relato de uma ocorrência mais grave registrada meses atrás, quando um entregador foi morto durante uma ação criminosa nas proximidades.
O histórico contribui para aumentar a preocupação de quem precisa circular pelo bairro, principalmente a pé e no período da noite.
Dulce afirma que a sensação de insegurança é ainda maior por causa do pouco movimento em determinados horários. Ela relata que não trabalha diariamente no local, justamente porque vai apenas em dias alternados.
“Aqui é muito esquisito”, reforça Dulce.
Imagens podem ajudar a polícia a identificar suspeito
As imagens da câmera de segurança devem ser importantes para a investigação do assalto. O vídeo registra o momento em que o suspeito se aproxima da vítima e permite observar parte da movimentação antes e durante a abordagem.
Após a circulação das imagens, a área passou a ser monitorada com maior frequência, conforme o relato apresentado na reportagem. O material também chegou ao conhecimento das autoridades e pode contribuir para a identificação do responsável pelo crime.
A vítima espera que o caso seja esclarecido, mas o episódio já modificou a maneira como ela enxerga o trajeto que costumava fazer.
O caso reforça ainda a preocupação de moradores e trabalhadores com a segurança em pontos de pouca movimentação do Cambeba. Para quem precisa caminhar pela região, a presença de terrenos vazios e a ocorrência de crimes no entorno aumentam a sensação de vulnerabilidade.
A investigação deverá considerar as imagens disponíveis e as informações sobre a dinâmica do crime para tentar identificar o suspeito. Até o momento, não há informação, na apuração apresentada, sobre prisão relacionada ao caso.
(Portal GCMais)