Homem de 32 anos foi capturado em Acaraú e é investigado por usar referências associadas a um grupo criminoso para cobrar pagamentos no contexto eleitoral

A Polícia Civil prendeu mais um suspeito de ameaçar e exigir dinheiro do prefeito de Forquilha, Edinardo Rodrigues Filho (PSB), em uma investigação relacionada a crimes praticados no contexto das eleições de 2026 no Ceará. O homem, de 32 anos, foi localizado no bairro Buriti, em Acaraú.
Segundo a investigação, o suspeito utilizava, nas redes sociais, referências associadas a um grupo criminoso de origem carioca que atua na região. Conforme a Polícia Civil, esse material era usado para exigir pagamentos em dinheiro.
Com a nova prisão, 16 pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento em crimes relacionados ao contexto eleitoral no Ceará, de acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública. Desse total, sete investigados estariam ligados a ocorrências de ameaças e extorsões em Forquilha.
Mais um suspeito é preso por ameaças contra prefeito de Forquilha
A prisão foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) Norte, após informações apontarem a participação do homem nas ameaças direcionadas a políticos durante o período eleitoral.
O investigado foi identificado pelas equipes policiais e localizado em Acaraú. Depois da captura, ele foi levado para uma unidade policial, onde, segundo a Polícia Civil, foi autuado em flagrante por integrar organização criminosa considerada ultraviolenta.
A identidade do homem não foi divulgada pelas autoridades. A imagem da prisão também foi apresentada com o rosto desfocado.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação contou com informações reunidas pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP) e por equipes do Departamento de Polícia Judiciária Norte (DPI-Norte).
A nova prisão ocorre após outras ações policiais realizadas no Ceará e em outros estados para identificar pessoas suspeitas de participar do esquema de ameaças e cobranças relacionadas à campanha eleitoral em Forquilha.
Investigado usava referências de grupo criminoso, diz polícia
Conforme as investigações, o homem preso mantinha nas redes sociais referências associadas a uma organização criminosa de origem carioca com atuação na região.
Segundo a Polícia Civil, esse recurso era utilizado para intimidar as vítimas e exigir valores em dinheiro. A investigação busca identificar a participação individual de cada suspeito nas ações criminosas e esclarecer como as ameaças eram articuladas.
O caso ganhou repercussão após pessoas ligadas ao prefeito de Forquilha relatarem ameaças relacionadas à realização de atividades de campanha no município.
As investigações apontaram, ainda, o uso de diferentes meios de comunicação para fazer as ameaças. Em prisões anteriores, a polícia chegou aos suspeitos a partir da análise de uma ligação telefônica e de um endereço de e-mail relacionados às mensagens enviadas às vítimas.
Outros suspeitos já foram presos no caso de Forquilha
As primeiras prisões relacionadas ao caso ocorreram em 20 de agosto, quando dois homens foram capturados. Segundo as investigações divulgadas pelas autoridades, eles são apontados como integrantes do Comando Vermelho.
Os dois suspeitos foram identificados como Gean Barboza Fontenele, de 28 anos, e Francisco Werlysson Feijão Silva, de 19 anos. Eles são investigados por supostamente exigir R$ 200 mil para permitir que candidatos a deputado realizassem atos de campanha no município de Forquilha.
A identificação da dupla ocorreu após a polícia analisar informações relacionadas a uma ligação usada para ameaçar pessoas ligadas ao prefeito e a um endereço de e-mail associado ao número utilizado na comunicação.
Outro homem, de 21 anos, também apontado como integrante do grupo criminoso, foi preso no dia 26 de agosto, em São Paulo. Segundo a investigação, ele utilizava perfis em redes sociais para participar das práticas criminosas relacionadas às ameaças durante o período eleitoral.
As imagens da prisão também foram divulgadas com o rosto borrado.
Operação teve prisões no Ceará e no Rio de Janeiro
As investigações continuaram após as primeiras capturas. Em 27 de agosto, a Delegacia de Forquilha deflagrou uma operação com o objetivo de localizar outros envolvidos no esquema.
A ação teve como alvo suspeitos que estariam em diferentes localidades, inclusive no Rio de Janeiro. Um dos presos foi José Álisson Vitorino da Costa, localizado no bairro Leblon, na capital fluminense.
No dia seguinte, 28 de agosto, uma mulher de 19 anos foi presa em Forquilha. A identidade dela não foi divulgada. Conforme as informações da investigação, a prisão ocorreu pelo mesmo contexto relacionado às ameaças e cobranças investigadas pela polícia.
A sequência de prisões mostra que a apuração passou a alcançar suspeitos que estariam em diferentes cidades e até fora do Ceará.
Polícia já prendeu 16 pessoas por crimes no contexto eleitoral no Ceará
Com a captura do homem de 32 anos em Acaraú, o número de pessoas presas por suspeitas de crimes relacionados ao contexto eleitoral de 2026 no Ceará chegou a 16, conforme os dados apresentados pela Secretaria da Segurança Pública.
A investigação sobre Forquilha está inserida nesse conjunto de ocorrências. Sete dos investigados presos estariam relacionados a episódios de ameaças e extorsões registrados no município, segundo as autoridades.
O caso envolve suspeitas de utilização de referências ligadas a uma organização criminosa para intimidar políticos e pessoas associadas à campanha eleitoral. As apurações continuam para esclarecer a atuação de cada envolvido e verificar a extensão do esquema.
A Polícia Civil não divulgou a identidade do novo preso nem informou, no material apresentado, se outros suspeitos ainda são procurados especificamente em relação a essa ocorrência.
As prisões são resultado de investigação policial e os envolvidos são considerados suspeitos até eventual decisão judicial definitiva.
(Portal GCMais)